Como funciona a previdência para filhos
Há dois formatos comuns: o plano em nome da criança, com um responsável financeiro que faz as contribuições, e o plano em nome dos pais, com o filho como beneficiário. As regras de quem controla o dinheiro e quando o filho passa a ter acesso variam por plano e devem ser lidas antes de contratar.
O principal benefício é o prazo longo. Começar cedo, mesmo com valores pequenos, aproveita o tempo a favor dos juros compostos e, na tabela regressiva, permite chegar à menor alíquota de imposto, de 10% após dez anos.
PGBL ou VGBL para filhos
Na maioria dos casos o VGBL é o mais usado para filhos, porque não depende da forma de declaração do Imposto de Renda e o imposto incide só sobre os rendimentos. O PGBL pode trazer dedução fiscal para quem declara no modelo completo, mas há regras específicas para contribuições em nome de dependentes. Confirme com seu contador. Entenda a diferença no guia PGBL ou VGBL.
Vantagens e pontos de atenção
Vantagens: disciplina de poupança, possibilidade de indicar beneficiários e, em muitos casos, agilidade na transmissão do patrimônio, sem inventário.
Atenção: taxas de administração e de carregamento, carência para resgate e o perfil do fundo. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.
Existem alternativas?
Sim. Para objetivos com data marcada, como a faculdade, títulos públicos voltados à educação e outros investimentos podem fazer sentido. Muitas famílias combinam previdência para o longo prazo com outros investimentos. O ideal é decidir com base no objetivo, no prazo e na tributação. A Lucma ajuda nessa análise com a área de investimentos e planejamento patrimonial.
E lembre: antes de investir para os filhos, vale garantir que eles estejam protegidos se faltar a sua renda, com um seguro de vida.
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